...love is to destroy.

will you believe me once again?


loveless - br(ok)en;
i'm just passi♡nate!, i'm not crazy
strangemadchen



Loving a broken person, will make you broken too.Collapse )

ppl like me;
win♡ forever!
strangemadchen
"Não se apaixone por pessoas como eu.
Pessoas como eu
te amarão com tanta força
que te transformarão
em pedra
Pessoas como eu
te transformarão em estátua
daquelas que fascinam
daquelas cujos olhos parecem lamentar eternamente
Não se apaixone por pessoas como eu.
Nós te levaremos
à loucura
Nós te levaremos à museus
e parques
Que se tornarão seus lugares favoritos
Nós te beijaremos em todos os seus
lugares favoritos
Para que você nunca mais possa voltar lá
sem sentir nosso gosto
como sangue em sua boca
Não se aproxime:
Pessoas como eu
são como bombas
Em algum momento
nós explodiremos
Pintaremos suas paredes com pedaços de nossos corpos
que terão cores tão selvagens
que te farão desejar
nunca nos ter conhecido
Não se apaixone
por pessoas como eu
Nós somos essencialmente solitárias
Nos esquecemos de nossos próprios nomes
para aprender o seu
Nós te faremos acreditar
que furacões são gentis
E que perder-se
é uma solução
Você perderá sua mente
procurando
esperando
por algo que já está em suas mãos
mas que é intocável
Não se apaixone por pessoas
como eu
Nós destruiremos seu
apartamento, seu
coração nos parece mais bonito
quando está em pedaços
Nós lançaremos desculpas
contra seu corpo
que cairão aos seus pés
e cortarão seus dedos
Nós somos perdidas
Nós não pertencemos a lugar algum
Nós iremos fugir
Como sempre fizemos."

a função;
nirvana, peace.
strangemadchen
A função do amor e da compaixão — Gostaria de explicar qual é a importância do amor e da compaixão. É importante saber o que é compaixão, algumas vezes pensamos que é pena, mas isso não é compaixão. Compaixão é o senso de preocupação, mas mais do que isso, é a noção clara de que todos os seres têm exatamente o mesmo direito à felicidade. Essa compreensão é que nos traz a compaixão.

Também um outro aspecto que costuma ser confundido com compaixão é a sensação de proximidade, de ligação que temos com amigos e parentes. Mas isso não é compaixão verdadeira, porque esse sentimento está ligado ao apego.

Muitas vezes, nosso senso de preocupação com o outro depende da atitude que ele adota. Se a pessoa age de forma negativa, nosso senso de compaixão desaparece. Mas um senso de compaixão verdadeiro é o que nos leva a ver o outro como tendo exatamente o mesmo direito que eu à felicidade. A compaixão que se assenta no apego não se sustenta. A que se baseia na compreensão da igualdade de todos os seres é desprovida de apego, e é verdadeira.

Qual é o benefício da compaixão? Ela nos traz força interior. Geralmente, temos um senso de “eu, eu, eu”. E nossa mente centra tudo em nós mesmos. Então, todas as experiências negativas, mesmo pequenas, se tornam muito dolorosas, enormes. Mas quando pensamos nos outros, nossa mente se amplia, e os nossos pequenos problemas se tornam realmente pequenos, e as coisas negativas não prejudicam nossa mente.

Alguns, quando experimentam tragédias que são involuntárias, se sentem enterrados em uma montanha de sofrimento. Mas, por outro lado, quando se pensa voluntariamente nos problemas dos outros, se procura alivia-los de seus sofrimentos, essa atitude voluntária traz uma abertura para o ser. Dessa maneira, mesmo em meio a problemas pessoais, isso traz uma base de clareza, e a pessoa será capaz de se sustentar.

Quando se pensa em compaixão por outras pessoas, alguns perguntam se isso não seria sinônimo de auto-sacrifício. Não, não é. Porque não se deve ser negligente em relação a si mesmo. E, baseado na minha própria experiência, acredito que se deve ser compassivo em benefício próprio

o amor e a lucidez;
nirvana, peace.
strangemadchen
Cada ser humano concebe sua existência através de uma cadeia inter-dependente de relações com outros seres. Somos quem somos por um processo de relação com nossos pais, filhos, parentes, amigos, colegas de trabalho e assim por diante. Somos seres de relação. A visão de Buddha nomeada Pratitya Samutpada traz a noção literal de “originação através de uma relação co-dependente.” O conceito de eu sou parece estar separado dos outros, porém, quando investigado se revela exatamente como Buddha percebeu – um processo de co-dependência e relação contextual aromatizada por pré-disposições mentais.

Nossa vida é uma reprodução ‘cinematográfica’ de um drama, romance, suspense, comédia e ação, surgida a partir dos mais variados e inacreditáveis processos de relações conscientes e inconscientes. Entre as relações mais favoráveis para uma oportunidade de rápida transformação interior estão os relacionamentos amorosos ou em família.

Todos buscamos ser felizes. Portanto, vamos também em busca de felicidade ao iniciar um relacionamento. Porém, nossa felicidade nas relações amorosas encontra-se na maioria dos casos basicamente na dependência de sensações de prazer e desprazer.

Com frequência dizemos ‘eu te amo, independente do que aconteça, irei te amar para sempre.’ Contudo, inexplicavelmente, nossa condição amorosa muda quando nosso parceiro(a) deixa de produzir as mesmas sensações prazeirosas (cognitivas e físicas) em nosso ser. Já perceberam isso?

Dizemos ‘eu te amo’ mas o fato é que amamos a nós mesmos, amamos as sensações produzidas pelo outro em nosso psicofísico. Não importa se o outro esta feliz ou não e se há uma razão para ele estar agindo de determinada forma. Eu deixo de amá-lo porque ele deixou de me fazer feliz. Tudo bem, acontece, é natural, buscamos por felicidade individual também. Porém, isso ainda não é verdadeiro amor. O amor pleno, todo abrangente, ama genuinamente o outro e a si próprio simultâneamente.

Nosso coração, sentimentos e pensamentos são dirigidos e modulados por energias de hábito, impressões mentais que controlam nossa vida – Eu gosto quando você me trata assim. Não gosto quando você age de tal forma. Nosso bem-estar é dirigido por estes registros internos, modulados por pré-concepções auto-centradas, tendências egoístas que são cegas para o outro e percebem somente sensações boas ou ruins. Chega a ser vergonhoso constatar nosso auto-centramento. Estamos grande parte de nosso tempo idolatrando a si próprios, sendo escravos de nossas sensações e conceitos.

Entretanto, há um segredo aí. O auto-centramento revela uma capacidade de conhecer, nutrir e proteger um bem-estar quando posicionado a partir de um referencial que percebe as coisas de forma mais lúcida, sensata, coerente. Descobrimos que nosso corpo, energia e pensamentos são dirigidos a partir de um ângulo ou referencial interno. Podemos ampliar nosso referencial e nos encontrarmos naturalmente mais próximos dos princípios de como realmente a vida, incluindo o universo externo como também o interno, são regidos.

Verdadeira felicidade nas relações será possível se operarmos a partir de um software interno mais amplo, um universo cognitivo que vai além de uma visão auto-centrada e estreita. Seremos mais felizes com nosso companheiro(a) na medida que desenvolvermos mais e mais liberdade frente a estas modulações habituais que dirigem nossa energia e formos capazes de olhar a vida a partir de uma perspectiva mais inclusiva, que abrange os pensamentos e sentimentos do outro.

Dizemos: “Ok, entendo. Faz sentido. Mas e aí, como faço?”
O truque é o amor genuíno, a bondade amorosa, maitri em sânscrito. O Amor vê, percebe, discerne. É sensível, acolhedor, despreocupado com resultados. É paciente, gentil e aberto. Se nossa atitude estiver fundada no amor genuíno, cada instante de nossa vida será pleno, consciente, descontraído e apreciativo.

Quando reconhecemos o outro como parte de quem somos, como elemento atuante na construção deste personagem surgido através de relações contextuais, reconheceremos que nosso bem-estar e felicidade esta diretamente dependente do bem-estar e felicidade de nosso companheiro (a) como também de todos os outros com quem nos relacionamos, direta ou indiretamente.

Nosso problema, muitas vezes, é o querer estar sob controle. Cegos perante a verdade de que o bem-estar genuíno surge da simplicidade, da abertura e curiosidade inteligente diante o movimento natural do universo e dos seres, nos encontramos constantemente insatisfeitos, movidos por medos, dúvidas e expectativas. Imperceptíveis aos pensamentos e sentimentos do outro, também sofremos. Nos sentimos inseguros por não ter controle sobre esses elementos. Verdadeiro amor é transcendente, amplo, leve, aberto e incondicional. Nos direciona a ir além da obediência a impulsos auto-centrados. Eu olho para o outro não com as lentes que buscam nele uma fonte de felicidade mas com a percepção mais ampla que o inclui, que compreende igualmente sua busca por bem-estar.

Como budistas reconhecemos que uma independência verdadeira frente a nossos automatismos cognitivos e emocionais só irá aflorar quando desenvolvermos um conhecimento profundo sobre a operação e natureza de nossa mente. Estamos aqui para aprender e amadurecer. O objetivo do caminho espiritual é nos tornar verdadeiramente adultos. Este conhecimento de nosso universo interior e a gradual segurança que surge a partir de nossa familiarização com ele faz brotar um destemor saudável, lúcido e aberto. Não teremos mais medo de errar nem nos moveremos por expectativas de acertar. Estamos simples e honestamente abertos a viver, experimentar, conhecer e aprender com o coração livre e leve.

Amor genuíno pode aflorar e se desenvolver de várias maneiras. Uma forma é desenvolvida quando baseamos nosso amor através da percepção da impermanência e transitoriedade de todas as coisas – o movimento natural da vida e do viver. Disto surge uma disposição apreciativa de si, do outro, do momento presente, das condições e causas favoráveis. Surge energia e interesse em aprender a cada instante. Interesse em aproveitar o máximo cada acontecimento, cada situação, cada olhar, toque e palavra. Nossa natureza é dotada da capacidade de experimentar o mundo, de conhecer, compreender, apreciar e se apaixonar.

O amor compreende o outro. Esta ligado ao que temos a oferecer e não ao que temos a ganhar. É dito que ao conhecer e se desenvolver maestria dos potenciais naturais de nossa mente passamos a ter muito mais a oferecer aos outros e ao mundo. Há riqueza em um relacionamento que surge quando há confiança e regozijo nas coisas boas que se tem a compartilhar.

Verdadeiro amor nos concede o potencial e interesse de explorarmos as qualidades e potenciais de nosso parceiro(a), mesmo que este potencial revele suas partes mais vulneráveis. Como o amor não é condicional, esta livre do interesse próprio e incluí o mundo do outro, as partes vulneráveis se tornam caminho de transformação, de aprendizado e evolução mútua. Esse olhar magnetiza nosso companheiro(a), atrai positivamente, guia e conduz. Nos direciona ao verdadeiro amor, a relações mais duradouras, estáveis e genuínas. A bondade amorosa nos capacita a acolher carinhosamente nosso amado (a), a nutrí-lo oferecendo suporte para seu desenvolvimento, a magnetizá-lo e guiá-lo a direções positivas, a protegê-lo e orientá-lo e a partilhar da verdade das coisas e estar aberto a ouvir também sua verdade.

O amor traz consigo o desejo sincero e incondicional que se tem pelo bem-estar do outro, livre de interesses auto-centrados. Passamos a não mais fugir baseados em nossos gostos e não-gostos, mas a ter uma atitude espiritualmente madura que entende as causas e condições que modulam nossos sentimentos como também do nosso parceiro(a). Nos posicionamos lúcidos e hábeis a transformar nossas relações através deste discernimento e da liberdade que surge dele. Estamos mais sensíveis e perceptíveis as causas que produzem bem-estar e as condições que geram mal-estar. Quando um relacionamento é baseado nisto surge confiança e abertura. A raiva, o ciúmes, carências e decepções diversas não encontram espaço e suporte, ou seja, condições para surgirem. Cada ato, cada olhar, cada palavra, encontra-se impregnada de amor e compreensão. Para o surgimento disto é necessário abdicar de idéias fixas sobre o outro, sobre si e sobre a realidade circundante. É necessário espaço, respiração e flexibilidade mental. É preciso cultivar abertura, aceitação e empatia no coração.

Nos relacionamento encontraremos o potencial de ampliar nossas qualidades e potenciais humanos. Será revelado a nós nossos bloqueios e resistências que se apresentarão como oportunidades mágicas de transcendência e evolução. Surge uma base mágica e propícia para realizarmos a natureza e operação de nossas mentes como também expandir seus potenciais e qualidades naturais.

É importante desenvolvermos a inteligência de nos afastar um pouco quando um relacionamento se mostre, depois de muitas e longas tentativas, insalubre. Porém, é necessário discernir também nossa incapacidade naquele momento de magnetizar e dirigir a relação numa direção positiva, de semear as causas e condições que gerariam um bom relacionamento. Há momentos que nos encontraremos destituídos de habilidades e estabilidade interna para reverter uma determinada situação e, portanto, melhor nos afastarmos um pouco para retomar nosso eixo, nosso equilíbrio e bom senso.

Haverão outros momentos que estaremos preenchidos de amor e de uma motivação de transformar o que se apresentar em caminho espiritual. Pegaremos na mão de nosso parceiro e seremos sinceros: “Esta situação foi surgindo e não percebemos. Me ajude a descobrir os elementos que levaram a isso e a explorar alternativas que possam modificá-la.” Juntos, com amor, paciência, motivação e discernimento os obstáculos se tornarão em caminho de transformação.

Em outros estágios nos encontraremos vivendo oportunidades mais raras onde a própria situação de desconforto se manifestará como um espelho da mente e de seus potenciais, de sua capacidade de se colocar em referenciais estreitos e de se expandir em direção a perspectivas muito amplas que inexplicavelmente se cegam a detalhes importantes. Reconheceremos com humildade e certeza que nada é fixo, sólido e que a mente é flexível, luminosa e incrivelmente criativa. Saberemos que nossa natureza é bondosa, desobstruída e realizadora. Que há uma dança natural onde a presença da carência desperta o cuidado. Onde a presença do desejo desperta o poder natural de preenchê-lo e realizá-lo. Onde a manifestação da raiva pede por espaço, por acolhimento e escuta. A causalidade que opera em nossas relações passa a ser apreciada em sua beleza, leveza e potencial, como uma dança espontaneamente mágica. E que nos tornaremos senhores desta dança na medida que dançarmos conforme a música do fluir natural e real da vida.

dar vida;
nirvana, peace.
strangemadchen
Há um antigo ditado japonês: "Se houver relacionamento, faço; se não houver relacionamento, saio". Um Mestre Zen, no final do século passado, fez a seguinte alteração: "Havendo relacionamento, faço; não havendo, crio relacionamento".

Essa mudança de paradigma é extremamente importante. Devemos também lembrar que criar um relacionamento não significa, necessariamente, obter resultados imediatos, embora muitas vezes estes ocorram.

Novos relacionamentos em padrões antigos perdem seu significado. Precisamos criar relacionamentos a partir de novas maneiras de nos relacionar, de ver o mundo, de ser, de inter ser. Essa nova maneira pode, inclusive, recarregar de energia positiva antigos relacionamentos.

Para descobrirmos novas maneiras precisamos, primeiramente desenvolver a capacidade de perceber como estão nossos relacionamentos atuais.

Observe e considere meticulosamente a si mesmo. Perceba como está se relacionando em casa, na rua, no trabalho, no lazer. Perceba como respira, como anda, como toca nos objetos, como usa sua voz, como são seus gestos e como são seus pensamentos e os não pensamentos. Esse observar não deve ser limitante, constrangedor, confinador. Apenas observe. Como você se relaciona com o meio ambiente, biodiversidade, reciclagem, justiça social, melhor qualidade de vida, guerras, violência, terror, paz, harmonia, respeito, garantia dos Direitos Humanos? Como você e o seu logos se relacionam entre si e em relação aos projetos de sucesso, de lucro, de desenvolvimento e progresso de sua organização?

Como está se relacionando com o mais íntimo de si mesmo, com a essência da Vida, com o Sagrado?

Será que é capaz de ver, ouvir, sentir e perceber a rede de inter relacionamentos de que é feita a vida? Percebe e leva em consideração, na tomada de decisões, a interdependência?

Tanto individualmente, como no coletivo, nossa participação e compreensão como estão? Será que estamos conscientemente vivendo nossas vidas e direcionando nossos pensamentos, ações e palavras para o sentido de mudança que queremos e sonhamos?

Mahatma Gandhi disse: "Temos de ser a transformação que queremos no mundo".

Geralmente pensamos no mundo como alguma coisa distante e separada de nós, mas nós somos a vida do universo em constante movimento. Podemos até dizer que o mundo somos nós. Nossa vida forma o mundo, é o mundo, não apenas está no mundo. Inclui todas as formas de vida e seus derivados e nos inclui neste instante, instante após instante. Há um monge chinês do século VII, Gensha Shibi , que dizia : "O Universo é uma jóia arredondada. Somos a vida desse universo em constante transformação. Nada vem de fora, nada sai para fora".

De momento a momento tudo está mudando, nós fazemos parte dessa mudança e podemos escolher, discernir qual o caminho que queremos dar a esse constante transformar. É por isso que digo que a transformação começa em nós. Na verdade vai além de apenas começar. É em nós. Nossa capacidade humana de inteligência e compreensão nos permite fazer escolhas. E o que estamos escolhendo?

Outra frase de Mahatma Gandhi:
"Quando uma pessoa dá um passo em direção à Paz, toda a humanidade avança um passo em direção à Paz"

A minha decisão, a sua decisão pode transformar ou influenciar a direção da mudança.
Há um sutra budista que descreve o mundo como uma rede de inter relacionamentos. Como se fosse uma imensa teia de raios luminosos e em cada intersecção uma jóia capaz de receber essa luz e emitir raios em todas as direções. Qualquer pequena mudança afeta o todo. Cada ser que se transforme em um ser de paz, de harmonia, de ternura, carinho e respeito pela vida em todas as suas formas estará sendo uma mudança viva e influenciando tudo e todos.

Qual o primeiro passo? Conhecer a si mesmo. Conhecer nossos mecanismos.

O que nos afeta, nos incomoda? O que nos alegra? O que nos irrita? Como transformar a raiva em compaixão? Como transformar o desafio em competição leal, justa, empreendedora, enriquecedora? Sem nos preocuparmos com os créditos, se formos capazes de fazer o bem, não fazer o mal, fazer o bem aos outros estaremos transformando nossos lares, nossas amizades, nosso ambiente de trabalho, nossas organizações, nossas cidades, estados, países, nações, mundo... e a nós mesmos...no florescimento da Cultura da Paz.

"Estudar o Caminho de Buda é estudar a si mesmo. Estudar a si mesmo é esquecer-se de si mesmo. Esquecer-se de si mesmo é ser iluminado por tudo que existe. Transcender corpo e mente seu e dos outros. Nenhum traço de iluminação permanece e a Iluminação é colocada à disposição de todos os seres." (Mestre Zen Eihei Dogen - 1200-1253)

É importantíssimo que iniciemos este "estudar a si mesmo", já. Cada um de nós que perceber seu próprio mecanismo ficará em controle desse mecanismo e não mais à mercê de seus sentimentos e emoções, desejos e frustrações, puxado, empurrado, espremido e puxando, empurrando, espremendo - envenenados pela ganância, raiva e ignorância.

Imagine um mundo aonde podemos brilhar uns para os outros, sem ódios, mas com carinhoso respeito e terna compreensão. Percebendo nossas diferenças, aceitando a diversidade da vida e juntando nossas capacidades tanto intelectuais como físicas na construção desse verdadeiro Céu, Paraíso, Terra Pura, Shambala de que falam as religiões, todas elas.

Cabe a nós, a cada um de nós criar esse relacionamento de carinho com a vida, de ternura com todos os seres, de compreensão, de sabedoria e compaixão para percebermos o Caminho Iluminado e o Nirvana permeando toda a existência.
Isso é dar vida à nossa própria vida.

blake;
win♡ forever!
strangemadchen
Você foi o meu Blake,
e soube disso quando notei o quão impregnada estava,
havia partes suas em mim como a tatuagem no peito dela
com o nome dele.
E eu senti inúmeras vezes que te amar-
te amar foi o meu fim.
Aguentei suas mentiras como o vício que a derrubava,
suportei as idas & vindas como a escolha por outra
e estive aqui como aquela assinatura no cartório.
Você consumia cada chama em mim,
e sua dor era a minha dor,
mas o meu sofrimento nunca foi o seu.
O amor é um jogo perdedor e apostei tudo,
minha má sorte amarrada em meus punhos,
e nunca pude lutar pelo que perdi,
não optei por jogar essas cartas.
E agora tão distante de você,
não pelas grades, não por uma ruptura,
mas pelo amor que sempre me dominou
e que sequer te tocou.
O nome dela tatuada em sua orelha,
é só uma lembrança de uma noite não sóbria
e isso é como a promessa de cuidar de mim.
Você nem mesmo sabia cuidar de si e
sempre, sempre-
sempre machuca quem o ama.
Como ela, eu não queria te amar,
não se não fosse como ele a amava.
E a verdade,
aquela que você nunca soube suportar,
é que apesar do desastre que éramos,
eu amei você mais do que poderia saber.

doomed;
floWer
strangemadchen
A primeira queda.

Havia um desejo insano de vingança transposto pelo sentimento de impotência e fracasso - o erro que custou suas asas, a maldita da sua auréola e o seu lugar ao lado do Criador.

"Grande forma de me agradecer por todos esses séculos mantendo os invejosos em ordem nesse lugar vasto, vazio e vívido, pai", murmurou com o maxilar travado, enquanto levantava do aterro sanitário onde fora jogado pelos seus antigos irmãos - tão ambiciosos como os nefilins que desejavam um lugar ao qual jamais poderia pertencer pela luxúria da sua mestiçagem.

Liam Payne, ex-arcanjo¹, era um dos principais na oitava hierarquia celeste até que caiu. O anjo de olhos castanhos, fios claros raspados com o físico escultural como um guerreiro de Deus deveria ser e sete séculos de vida, apesar da aparência de vinte três anos continuava estático olhando para a montanha de lixo onde se encontrava e pensava sobre os últimos acontecimentos antes do desmaio pela interrupta dor das asas arrancadas. Malditos. Sua queda não passou de uma armação entre um dos bastardos filhos de Satã, que por algum motivo que o próprio homem desconhecia, queria a sua presença na terra - ou deveria chamá-la de inferno? E de um maldito Principado² que havia feito negócios com o Gressil, um dos antigos príncipes dos Tronos que perdeu o seu lugar e levava impaciência ao coração fraco e deturpado dos humanos. Ele sabia disso, mas não houve sequer oportunidade de tentar defender-se e mesmo que houvesse o jogo sujo fora bem armado. Isso era claro, afinal, havia perdido o seu lugar no Paraíso.

Era um caído. Um detestável anjo caído. E como a situação parecia gozar com a sua cara, não tinha as mesmas características desses amaldiçoados, mas não poderia deixar de enxergar que agora era um deles. Um amaldiçoado.

"Essa porra dói pra caralho", resmungou enquanto esticava os músculos elevando o braço para o alto, para os céus, para o seu antigo lar. Que piada, não? Sentia o sangue escorrer pela recente parte decepada e algumas penas ainda presas, fazendo-o lembrar da amputação que sofrera. Levou seus dedos até as poucas e quase inexistentes plumas percebendo a textura mais grossa do que outrora, desafiou-se a puxar uma pequena dose e chiou ao conseguir. Seus dedos eram coloridos pelo carmim e carvão. Sangue e penas pretas. Pretas. O dia estava uma merda e apostava que poderia piorar.

E não demorou muito.

Castigado seja.

O hostil Gressil surgiu com suas asas quebradas e negras, tão escuras quanto os fios bagunçados que tampavam uma parte do seu olho esquerdo e tinha a mesma tonalidade da sua calça apertada que poderiam seduzir qualquer um pela forma como evidenciava o seu quadril desnudo, tal como o peitoral lotado de tatuagens e códigos demoníacos. Um demônio poderia ser tão bonito assim?, o questionamento passou pela cabeça de Liam e o próprio decidiu que estava ficando louco, ficaria pior e não havia dúvidas de que a sua parte angelical estava sumindo. Não imaginava que poderia ocorrer tão rápido, é uma vingança de ambas as partes, concluí. Não conhecia o dragão à sua frente, não pessoalmente, mas sabia que tinha uma parcela de culpa. E diferente do que pensava ou do que gostaria de fazer - anteriormente, apenas encarou a beleza da figura ali, exposta num ambiente fedorento com corvos ao redor e uma suposta neblina que se manifestou com a chegada do próprio, mas nenhum desses aspectos no âmbito deixava o sujeito menos radiante com a sua libertinagem envolvente.

"Olá, meu anjo", sibilou com a voz rouca e atrativa que possuía, escondendo a zombaria do que fora solto entre os lábios afiados. "Você sabe quem eu sou, certo? Mas deixe-me apresentar de forma educada como você merece. Como a minha futura posse merece", um riso sem emoção havia saído de sua boca enquanto encarava o caído com a expressão derrotada. Parecia incrivelmente tentador. Os olhos castanhos que antes irradiavam pureza transformou-se em escuridão estimulante para o demônio, o príncipe bastardo. "Zayn Malik, mas para você, apenas Zayn", sorriu sem muita emoção mostrando os dentes brancos.

A cabeça de Liam revirava. As palavras do indivíduo faziam um nó em seu cérebro. O seu coração acelerava descontroladamente. O que é isso? E notou milhares de sensações tomarem conta do seu corpo, da sua alma - ainda era realmente sua? - e provavelmente da sua mente que não tinha nenhuma função racional.

Meu anjo. Minha futura posse. Apenas Zayn.

O diabo estava o testando? O desejando? O convidando?

Acreditava dentro de si que já havia tido o suficiente.

Toda a situação sugava sua energia e tinha a sensação de estar queimando aos poucos. A terra era preenchida de vampiros - não, não se trata dos seres sobrenaturais com presas e com a necessidade de sangue humano, mas de seres que adulteravam a sua essência. Pobre alma, maldito seja o ex-arcanjo. A frase "se estiver no inferno, abrace o diabo" rondava suas entranhas como um verdadeiro mantra.

O tempo passava e as nuvens cinzentas sumiam do céu para dar lugar ao anil escuro da noite, permitindo que algumas estrelas sobressaíssem naquele plano de escuridão, enquanto o vento frio arrepiava a pele pálida do maior. Os astros brilhavam como a antiga silhueta do pobre caído e aquilo começou a incomodá-lo, a transparência dos pontos no espaço quase que cegavam seus olhos que permaneciam encarando-os como se pudesse obter alguma resposta. Não tinha mais capacidade de ligações ou poderes com qualquer coisa celestial e ao notar isso, bufou e voltou a encarar o semblante do homem que tinha um maxilar notório e colocou-se a observá-lo, pode notar a clavícula gritante que parecia chamá-lo. Seus lábios formigaram com a suposta vontade de tocá-la. Fechou as pálpebras com esse pensamento e mordeu os próprios lábios, inspirando e notando algo diferente. Inspiração? Respiração? Que pergunta idiota desde que o mesmo até sangrava - como humanos, como demônios.

Uma satisfação surgiu no peito de Zayn ao entender o que se passava no intelecto do outro, a mentalidade deste parecia com um anagrama na percepção do Gressil - era como se fosse uma matemática para os humanos e em geral, eles costumam ser péssimos nessa matéria, mas a sorte estava ao seu favor. Claro que estava. Liam caiu por conta de seu plano e não poderia se sentir mais vitorioso, agora o tinha mais perto, perto o suficiente para conseguir ler até os seus pensamentos.

As palavras que escaparam da cavidade bucal do anjo caído surpreenderam ambas as partes. Soou como uma melodia que sempre esteve guardada consigo. "Você pode ter o meu coração", confessou com a tonalidade de voz franca. Era um segredo. Sujo ou puro. Era uma revelação. E possivelmente, um juramento.

E Liam sentiu, Zayn percebeu.

Aconteceu algo.

Grandioso.

Uma catástrofe ou uma benção?

Liam fora abençoado - com uma maldição e possivelmente, com o caos.

Zayn era o caos. Era possível notar a anarquia existente só pela forma como sibilava as palavras ou como a "janela da sua alma" era semelhante a um pandemônio. O filho bastardo do Satã era desordem, rebuliço, imoralidade e deleite. E o ex-arcanjo ansiou, pela primeira vez, fazer parte. Parte daquilo que seria o seu futuro desde que o passado era inalcançável e irreversível.

A segunda queda.

Liam caiu por Zayn.

De todas as maneiras.

Literalmente e figuradamente.

Os joelhos desabaram entre os entulhos e resíduos, mas antes do tronco alheio ir de encontro aos detritos, o menor segurou a robustez de Liam pela cintura do mesmo. Quebrando a distância dos corpos e levando apoio para o pobre quase inconsciente apoiado em si.

Um novo sentimento tomou conta das suas vísceras e como se não fosse dono do seu corpo, pode sentir arrepios surgirem na nuca e seguindo até os pés ao segurar a antiga figura celestial. Meu anjo. O demônio não tem salvação, mas Liam parecia oferecer redenção aos seus pecados.

Seu peito imergiu água e advertiu a chuva malquista em seu coração.

O limite era uma linha tênue entre o amor e o ódio.

E era um caminho sem volta.

Fadados.

A cabeça de Liam estava "a mil" e o próprio tinha o conhecimento de que era tarde demais. Sentia muito por não sentir, por ser tarde demais para isso.

Havia um oceano dentro de cada um.

E a água nada mais era do que a essência do outro dentro de si.

Não era paixão, porque não existia fogo.

Era amor.

O amor estava emergindo no coração do caído.

Do demônio.

E Liam involuntariamente aspirou.

Que Zayn o amasse como o próprio ama o inferno.

"Eu não ligo de cair pelo demônio desde que o demônio me ame da mesma maneira que ama o inferno³", pensou quase que secretamente e poderia ter sido uma confidência para si, mas o moreno ouvirá mesmo que tenha soado como um sussurro. Ele ouviu - sentiu - e dentro de si, choveu mais uma vez.

E quando a tempestade passou, Zayn carregou Liam consigo.

Levou-o para fora daquele espaço sujo e desconfortável, arrastando-o lentamente enquanto segurava um de seus braços ao redor do próprio pescoço e o outro envolvia a cintura viril do castanho para uma casa de jogos que lhe pertencia. Era claro que como uma boa serpente, o homem demoníaco estava envolvido em jogos de azares entre os humanos e nefilins, disfarçado entre a pele de um cordeiro sedutor, mas naquele momento a ação trazia algo singular como um pressentimento e uma tarefa diferente do habitual.

Foram necessários alguns minutos até a chegada da dupla no cassino que poderia imitar um castelo pela grandiosidade e riqueza existente, havia brilho, bebidas, apostas e fogo, porém não era do interesse dos recém-chegados. A necessidade inicial era subir à cobertura onde ficava a casa ou o Paraíso - infernal - do menor e assim que conseguiu desviar dos parvos e empregados, conduziu ambos os corpos até o elevador.

1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12.

13.

Quando o elevador soou com o barulho irritante que anunciava a chegada ao andar, Liam levantou o pescoço e pode notar a aproximação do corpo robusto ao seu lado e não demorou um minuto para notar de quem se tratava e pode decifrar o cenário todo.

Não estava com medo como ocorreu quando caiu pela primeira vez, não estava possesso como ocorreu quando notou o que aconteceu ao ter caído, não estava curioso como ocorreu quando encontrou o homem de olhos cor-de-mel com substância de malícia. Sentia-se em casa dentro do meio abraço que o Gressil lhe dava - de modo instantâneo.

Quando saiu acompanhado de Zayn e entrou na residência do próprio, não pode ignorar a percepção de estar no Éden em uma forma moderna e urbana. Podia experimentar a sensação de esta sendo aceito novamente, mas sem a pressão da perfeição e do correto. Era apenas pele e osso, e isso parecia o suficiente para si. Antes de poder concluir mais alguma emoção, Liam teve os ombros puxados para trás e o rosto levado para perto da fisionomia alheia que rapidamente grudou os lábios no dele.

O toque não era artificial, as bocas rastejavam-se uma sob a outra e o demônio permitiu-se sussurrar. "Está transbordando aqui, mas eu gosto disso", e deixou um sorriso morrer em sua expressão facial antes de colar seus lábios ao de Liam, novamente, agora massageando-os lentamente enquanto ambos entreabriam buscando sentir o gosto de outrem.

Zayn tinha gosto de maldade. De cigarros. De sedução e fogo, havia chamas no ex-príncipe.

Liam era mormaço. Um pássaro que estava sendo solto, havia gosto de liberdade em si.

E naquele tumulto com temporal, aconteceu novamente.

A terceira queda.

Liam caiu com Zayn.

Zayn caiu por Liam.

Naquele tombo, o ex-arcanjo sepultou que era amor com dor.

E o demônio gostava disso.

200 porquês;
kiNg
strangemadchen
Clique quando estiver triste ou entediado (a).Collapse )

oTHErs;
i'm just passi♡nate!, i'm not crazy
strangemadchen
1.

There are, I think, only two types of people. There are those who ache, and those who don’t. I have yet to meet those who don’t. I ache for the unrealisable dreams, I ache for the options I didn’t take. I ache for the world as I wish it was. I ache because I love the world, and I hate I’ll have to leave it so soon, too soon. I knew a man who ached because he’d always wanted slightly more. I knew a man. She would lie beside him, and she could never be enough, and he knew it, because he would always want more. Does the ache get passed by the hurt?

There are two types of people, those who live and those who don't.

I’d wrap you in silk if I thought it would keep you safe but I know the only way to live is to love so much it aches. Love everything, love the hurt that loving can leave. To ache is to be alive. I remember you saying that, just before you left.

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romance;
strangemadchen
O amor é igual feitiço. É um destino e uma obstinação. A paixão é uma espécie de embriaguez. E vira um vício. Talvez as histórias de amor sirvam para isso... Encorajar os amantes a não desistirem nunca de procurar uma saída.

Teu suspiro infla a vela do meu barco, e eu navego a deriva dos teus beijos.Collapse )

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