...love is to destroy.

will you believe me once again?


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romance;
strangemadchen
O amor é igual feitiço. É um destino e uma obstinação. A paixão é uma espécie de embriaguez. E vira um vício. Talvez as histórias de amor sirvam para isso... Encorajar os amantes a não desistirem nunca de procurar uma saída.

Ana: – Era tão fácil se fosse assim, as pessoas bebiam o vinho do amor juntos e se apaixonavam de repente.
Pedro: – Mas o vinho é só um pretexto, eu acho que quando Tristão e Isolda bebem o vinho é que eles se dão conta, mas na verdade eles já tinham se apaixonado muito antes, sem saber.
Ana: – É sempre assim. A gente não vê quando o amor acontece. Por isso não sabe como acontece.
Pedro: – Para explicar o inexplicável a gente diz que foi o vinho do amor.
Ana: – É uma "não-explicação" muito linda. Mas o vinho só é um pretexto.
Pedro: – Ao menos ele serve pra dar coragem...
[...]

Pedro: – O amor feliz não tem história na literatura ocidental. A felicidade dos amantes só nos comove pela expectativa da infelicidade que os ronda. Sem sofrimento não há romance.

Ana: – Mas você nunca pensa em ter um amor recíproco feliz?
Pedro: – O tempo todo. Mas sempre com você.

[...]

Ana: — Você não me ama mais é isso?
Pedro: — Tá vendo... Esse é problema com o amor. Ou ele vira cobrança e ninguém tem mais paz, ou então, ele vira rotina e as pessoas morrem de tédio.
Ana: — Se você quer amar alguém por muito tempo, tem que aprender a gostar da rotina.
Pedro: — Casamento é o túmulo do amor. Foi inventado para seres humanos medianos, que não são aptos nem para o grande amor, em para a grande amizade, portanto, pra maioria. Nietzsche.
Ana: — Você não quer casar porque é um ser superior, é isso?
Pedro: — Não, eu não quero casar porque casamento é chato. Porque casamento é uma coisa, e amor é outra. Porque as pessoas se casam por amor e depois terminam se estapeando por causa de uma infiltração na cozinha.

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